Costumes Lisboetas - A Peixeira / Varina

Costumes Lisboetas - A Peixeira
Illustração Portugueza - 21 de Dezembro de 1903

A varina, transportando a sua canasta à cabeça, percorria as ruas de Lisboa com os seus pregões matinais:
«Olha a sardinha, é vivinha da costa.»
«Há carapau fresquinho, olha o carapau para o gato.»
«Ó freguesa leve um quarteirão, é fresquinha a minha sardinha.»
«Tenho chicharro lindo, carapau, pescada fina.»
«Oh viva da costa.»
«Há carapau e sardinha linda.»
«Ó freguesa desça a baixo.»

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«(...) Quem não se lembra ainda das graciosas varinas que, de canastra à cabeça, saracoteando as ancas e apregoando com o seu jeito característico, percorriam a cidade da ribeira às colinas, vendendo o peixe que arrematavam na lota ou íam buscar ao cais à chegada das velhas faluas.(...)»

Ler o texto «Vareiros e Varinas» na íntegra.

Costumes Portugueses: na volta do trabalho

Costumes Portugueses: na volta do trabalho
(Cliché do sr. Miguel Monteiro, de Vila Real)
Ilustração Portugueza, 28 de Abril de 1916

A fotografia "não engana"... Embora as crianças estejam colocadas em "pose" para o fotógrafo, as roupas que envergam são como as dos adultos, embora adaptadas ao respectivo tamanho.

Infelizmente, continuamos a ver, com trizteza, Grupos que se dizem "etnográficos" a trajarem as respectivas crianças com roupas bem diferentes destas!...

A pesquisa ainda deixa muito a desejar.

JP

Tradição de Tomar no Museu de Arte Popular: A Festa dos Tabuleiros

No passado dia 4 de Junho, Tomar foi até Lisboa, e levou consigo os tradicionais «Tabuleiros», para divulgação da Festa dos Tabuleiros, que se realiza este ano, na cidade do Nabão.

Para quem eventualmente não saiba, a Festa dos Tabuleiros está intimamente ligada ao culto do Espírito Santo.

Neste Dia de Tomar no Museu de Arte Popular houve, ainda um workshop sobre uma preciosidade da gastronomia tomarense: as "fatias de Tomar", tendo a festa terminado com uma arruada de gaiteiros.
Com este tipo de iniciativas, o Museu de Arte Popular (MAP) continua a assumir-se com o palco privilegiado para a divulgação, na capital, das tradições das diversas regiões do país. No entanto, o MAP só poderá concretizar esta sua missão com a colaboração imprescindível das autarquias e de outras entidades ou instituições ligadas à preservação e divulgação da cultura popular portuguesa.
Os nossos agardecimentos ao Dr. Carlos Gomes, pelas fotografias que nos enviou:







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